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Quando a comida é poesia

September 26, 2017

Me interesso por comida desde minha adolescência, estudando, viajando para conhecer diferentes pontos de vista e culturas e, claro, como cozinheiro e chef de meu restaurante, cozinhando cada dia.

Por isso minha atenção com a comida, como para qualquer outro cozinheiro, como eu, talvez seja maior e minha leitura mais completa e profunda.

 

É normal por exemplo, mesmo experimentando uma comida de rua muito simples ou uma comida preparada por um leigo que me convida em sua casa para comer, analizar fatores como textura, ponto de cozimento, balanço entre os sabores e harmonia entre os elementos estéticos quase de forma inconsciente. 

 

Frequento durante minhas ferias, maiormente restaurantes de alguma relevância para a evolução de meu conhecimento. As vezes tenho gratas surpresas e outras vezes a comida, simplesmente não me emociona.

Algumas vezes, ao longo de minha vida, tenho comido em casa de pessoas cuja profissão não estava absolutamente relacionada com comida, mas cujos pratos me deixaram extasiado ou, ao menos, feliz.

 

Isto me convenceu ha tempo já, que comida extraordinária, aquela que emociona e da vontade de que nunca termine, nem sempre tem a ver com conhecimento tecnico em senso acadêmico. Comida extraordinária é feita por pessoas extraordinárias, cuja conexão com os elementos não é cerebral e mecânica e sim bastante espiritual. 

Tem muitos aspectos, é claro, que compõem o conjunto de virtudes de um ótimo cozinheiro,  porém, uma visão poetica da comida e uma certa sensibilidade são características imprescindíveis.

 

Poderia citar vários exemplos de indivíduos capazes de medir sal ou "sentir" o ponto de um peixe ou de uma carne, sem nunca ter pisado numa aula de gastronomia.

Acostumo descartar quase imediatamente em meu restaurante, por exemplo, aspirantes cozinheiros que não vejo  viver com prazer o ato de cozinhar. Tento aconselhar um ramo diferente ou um tipo de cozinha onde o ato mecânico é o unico necessario.

 

En fim, nossa cidade, bem como todas as outras metrópoles do mundo, esta inundada de propostas cujo unico fim é o lucro. Ali, não tem poesia e sim um calculo bastante frio de bens e pessoas resultando numa comida que alimentará, exclusivamente e de forma discutível,  o corpo de quem a come.

Afortunadamente para a humanidade, nem todo restaurante responde a esse padrão e tem quem faz comida com o objetivo principal de dar prazer e responder a um impulso verdadeiro e pessoal. 

 

Quero acreditar que ainda tem espaço para um minimo de poesia.

 

Não estou falando de beneficência e sim da boa e velha arte de receber.

 

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